Escolas que funcionam em período integral deverão ser contempladas com espaços multiusos e multiculturais próprios, construídos especialmente para atendimento de alunos em contraturno escolar. A informação foi dada pelo secretário adjunto Bruno do Prado durante audiência pública da Secretaria de Educação realizada na Câmara de Arujá, na terça-feira (26/5), em resposta a questionamento feito pelo vereador Robertinho (PSD).
Segundo o parlamentar, alunos de unidades como a Abílio Pinheiro André (Parque Jacarandás) e Rosalina de Almeida Mendes (Bairro do Portão), por exemplo, realizam atividades de contraturno em tendas, feitas de lona. A situação tem preocupado a comunidade escolar. “O piso é feito com pallet e, em alguns lugares, como essas áreas mais rurais, temos conhecimento da existência de escorpiões. Em outros mais afastados, pode haver cobras”, pontuou Robertinho.
Bruno afirmou que a situação será resolvida e esclareceu que no horário regular de aulas, os alunos permanecem em salas de alvenaria. “As tendas são utilizadas para o contraturno, mas já estamos em fase final de um processo de concorrência pública para contratação de empresa destinada à construção de novos espaços dentro das escolas”, garantiu.
De acordo com o relatório apresentado pela equipe de Educação, a rede municipal atendeu no 1º quadrimestre de 2026 um total de 9.875 alunos, sendo 1.999 da educação infantil 1(até três anos, 11 meses e 29 dias), 2113 na educação infantil 2 (quatro e cinco anos) e 5763 no Ensino Fundamental 1.
Educação Especial
Outra pergunta feita por Robertinho tratou da situação dos profissionais responsáveis pelo atendimento a alunos neurodivergentes na rede. “Gostaria de saber se a secretaria tem programa de formação para esses profissionais, pois muitos estão deixando a sala de aula devido a problemas psicológicos”, explicou o vereador.
Secretária adjunta da Secretaria e responsável pelo Núcleo Pedagógico, Keila Aparecida da Costa Nogueira garantiu que a Prefeitura, em conjunto com a organização, responsável pela contratação desses profissionais, está trabalhando para garantir treinamento “direcionado ao manejo de comportamento e gerenciamento de crise”. “Temos trabalhado com uma equipe multidisciplinar no acompanhamento de cada caso e criado planos de ação para cada um deles”, afirmou.
Conforme explicou Keila durante a audiência, a secretaria também dialoga com a equipe que atende a criança – seja na redes pública ou particular – para atuar de forma coordenada. “Casa caso é único e não é uma situação que se resolva rapidamente, no entanto, a gente tem obtido sucesso na maioria deles”, garantiu.
Dados
A Secretaria ainda trouxe a público outros números que refletem parte do trabalho executado no 1º quadrimestre de 2026, entre os quais, o que trata do transporte escolar – 1058 alunos foram atendidos – e da alimentação oferecida nas escolas – mais de 25 mil refeições servidas diariamente. Cada criança recebe cinco refeições/dia, detalha o documento.
No que diz respeito ao balanço financeiro, a Educação empenhou R$ 124,5 milhões, tendo liquidado quase R$ 80 milhões desse montante e pago cerca de R$ 77 milhões em despesas.
Entre janeiro e maio foram contratados 31 novos profissionais, sendo 11 professores.
A audiência pública, que ainda contou com a presença do secretário Aldo Botana Menezes, e do vereador Tiago Ursão (MDB), foi conduzida pelo vereador Juvenildo Barboza (PP), presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara de Arujá.



