As oficinas do projeto “Com Vivências” chegaram a Arujá nesta quinta e sexta-feira (3 e 4). As capacitações são realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), por meio da Escola de Desenvolvimento Social (EDESP) e da Diretoria de Assistência Social (DAS), em parceria com a equipe do Manual em Família. Com abrangência em todas as Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS), esta segunda fase foca na capacitação prática e na consolidação de metodologias que orientem o trabalho das equipes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Iniciadas no final de março, na capital paulista, as oficinas começaram com uma imersão coletiva sobre o SUAS e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), direcionada aos servidores da SEDS. Desde então, a caravana de capacitações já percorreu as DRADS de Osasco, Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Itapeva, Avaré, Marília, Botucatu, Bauru, Sorocaba, Campinas, São João da Boa Vista, Piracicaba, Barretos, Araraquara, Ribeirão Preto, Franca, Araçatuba, Dracena, São José do Rio Preto, Fernandópolis, Guarulhos, ABC e Mogi das Cruzes, respectivamente, capacitando profissionais dos municípios. Em Arujá, reuniu cerca de 35 deles.
“É uma formação para fortalecer as equipes que estão lá, trabalhando diretamente com os usuários das políticas socioassistenciais. É um momento de cuidado com esse trabalhador, no qual ele enxerga sua importância e protagonismo”, avalia o diretor da DRADS Grande São Paulo, em Mogi das Cruzes, José Resende Filho.
A coordenadora de Proteção Social Básica da SEDS, Tania Rocha, explica que o objetivo das oficinas é, por meio de um percurso criativo, sensível, lúdico e afetivo, sensibilizar, primeiro os profissionais da SEDS, e, agora, os profissionais dos municípios, sobre a importância do trabalho coletivo com as famílias nos CRAS e demais serviços da proteção social básica.
“Sem desvalorizar as metodologias que eles já utilizam, estamos viabilizando um novo espaço de aprendizagem, escuta e trocas, ao oferecer novas ferramentas para o trabalho coletivo com famílias em situação de vulnerabilidade”, avalia Tania.
Além de capacitar os profissionais, as oficinas vão gerar duas cartilhas. “A primeira delas é uma publicação em uma linguagem simples e acessível para as famílias que acessam os CRAS, para que elas conheçam seus direitos e as políticas às quais podem recorrer. A segunda é direcionada aos profissionais do SUAS, com metodologias de trabalho coletivo que forneçam ferramentas e estratégias de trabalho em grupo para esse público-alvo”, continua Tania.
Até o momento, foram capacitados cerca de 1.300 profissionais. Ao todo, a previsão é capacitar 1.650 até setembro.
Manual em Família
A metodologia participativa utilizada pela equipe do Manual em Família, que executa as oficinas no Projeto Com Vivências, utiliza uma abordagem sensível e acolhedora para qualificar o atendimento público prestado às famílias em situação de vulnerabilidade. O grande propósito do projeto é mostrar que processos de mudança e fortalecimento social são muito mais potentes quando aprendidos em grupo, criando espaços seguros de troca.
“Nosso objetivo aqui, nesta parceria com a SEDS, é qualificar o trabalho social com famílias, especialmente nos CRAS, para que seja cada vez mais acolhedor aos usuários e trabalhadores do SUAS”, informa a facilitadora do Manual em Família, Lorenza Gioppo. “Nossa expectativa é abrir espaço para novas formas de trabalho, mais lúdicas e criativas, rechear um pouco mais o repertório desses profissionais, para que eles sintam prazer nas atividades que são propostas”, acrescenta.


