Estudantes lotam plenário da Câmara para acompanhar júri simulado de violência doméstica

Cerca de 120 alunos de escolas da cidade participaram da atividade, adaptada para fins pedagógicos

Cerca de 120 alunos de escolas estaduais de Arujá lotaram o Plenário da Casa Legislativa para acompanhar o julgamento simulado de um homem acusado de tentativa de feminicídio. A atividade, organizada pela Procuradoria Especial da Mulher, faz parte do projeto Justiça em Cena e cumpre Lei Municipal, de autoria da presidente da Câmara, Profª Cris, que criou a Semana Municipal de Conscientização sobre a Lei Maria da Penha.
Em sua fala inicial, a vereadora e Procuradora salientou o avanço da cidade na consolidação dos direitos das mulheres. Ela engrandeceu o trabalho dos diversos órgãos e segmentos que atuam no acolhimento às vítimas de violência, entre os quais, a rede de proteção estruturada por iniciativa da Procuradoria.
“A Lei Maria da Penha completa 19 anos e foi aprovada porque uma mulher sofreu agressões do marido e hoje está em uma cadeira de rodas, após quase ter sido morta por ele. Infelizmente, a lei é necessária porque historicamente os homens foram protegidos e nós, mulheres, ainda hoje corremos risco de sermos agredidas, violentadas ou até mortas simplesmente por sermos mulheres”, alertou Profª Cris ao lembrar o mais recente caso de agressão no qual uma mulher foi espancada pelo namorado dentro de um elevador e teve o rosto desfigurado depois de receber 61 socos.
De acordo com os dados do Mapa da Violência Pública de 2025, quatro mulheres são mortas por dia no Brasil. Os números aumentaram 0,69% em relação a 2023. Rio de Janeiro e São Paulo registraram o maior número de casos. Fonte: CNN
Servidores do Legislativo participaram da encenação que cumpriu o objetivo: monopolizou a atenção do público formado, majoritariamente, por jovens.
Aliás, estudantes e professores compuseram o corpo de jurados. Os nomes foram sorteados logo na abertura dos trabalhos. Integraram o júri: Renata Sena Lemos e Emilly Eustáquio da Silva da escola René de Oliveira Barbosa; Elzimar de Souza e Marlene Aparecida da Silva, da Esli Garcia Diniz; Nicole da Costa da Silva, Poliana Brito de Oliveira, Alessandro dos Santos Ribeiro e Kauanny Oliveira Rodrigues, da Geraldo Barbosa de Almeida e Alice Vitória Rocha Paes da Silva e Eduardo Moreira Santos, da Profª Ana Maria de Carvalho Pereira.

Julgamento
A simulação ainda contou com cobertura jornalística do “caso”, depoimentos da vítima e do agressor, além da atuação de promotores e advogados de defesa e acusação e oitiva de testemunhas. O presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil de Arujá, Renato de Santos Gomez assumiu o papel de juiz.
Segundo relato feito durante o julgamento, o acusado tentou matar a companheira e suas duas filhas, durante a madrugada, atirando gasolina sobre seus corpos. A tragédia somente não se consolidou porque o agressor saiu à procura de um isqueiro e esse tempo permitiu que a vítima e as crianças fossem socorridas pelos avós, que ouviram os pedidos de socorro.
Ao final, o acusado foi considerado culpado e condenado a mais de 30 anos de prisão em regime fechado.
A situação foi adaptada para fins pedagógicos

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