Câmara de Arujá aprova Moção de Pesar pela morte da professora Maria Leuda

Arujaense foi vítima de feminicídio no final de semana na Zona Leste de São Paulo e gerou comoção em todo o Alto Tietê

O feminicídio registrado no último final de semana ganhou destaque na sessão ordinária da Câmara de Arujá. A professora Maria Leuda Sousa Joca foi morta a tiros pelo esposo, na Zona Leste de São Paulo. Ele está preso e responderá pelo crime. Maria Leuda lecionava no Centro Municipal de Educação Infantil, Maria Herbene Patrício Damasceno, na Chácara São José, em Arujá.

“Uma mulher muito querida, colega de profissão, dedicada no cuidado aos nossos pequenos e exemplo de professora. Infelizmente a Maria Leuda entra para a estatística de feminicídio – mais um caso de crime contra as mulheres. Oramos para que Deus conforte seus entes queridos”, afirmou a presidente da Câmara e procuradora da Mulher, vereadora Professora Cris.

Uma Moção de Pesar, de autoria do vereador Reynaldinho (PSD), foi aprovada na sessão. “Nos despedimos da professora Maria Leuda, uma educadora que dedicou sua vida ao ensino com amor, dedicação e fé. Ela deixa um legado de conhecimento, carinho e exemplo para todos os seus alunos, colegas e familiares que tiveram o privilégio de conhecê-la”, disse o parlamentar.

O esposo teria sido preso em flagrante na tarde do último sábado (16) após matar Maria Leuda a tiros no Itaim Paulista, Zona Leste da cidade de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 13h na Rua Desembargador Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, 351, na Cidade Kemel. Policiais foram acionados para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima ferida.

A professora, de 67 anos, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista, mas não resistiu aos ferimentos.

A arma usada no crime foi apreendida pela polícia, que ainda não sabe o que motivou o crime.

O caso foi registrado como homicídio com agravante de feminicídio no 50º Distrito Policial. O boletim de ocorrência também cita como qualificadora o fato de a vítima ter mais de 60 anos.

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